Dicas de design (para quem não é designer)

Designer ou não, muitas vezes a gente precisa organizar informações para montar um cartaz, um cartão, um artigo, ou mesmo uma apresentação. E nada melhor do que algumas dicas de design para te ajudar nesse processo.

Afinal, a qualidade visual do material apresentado depende muito de quanto a gente conhece (ou não), de algumas regrinhas básicas de design.

Sim, você pode criar materiais muito mais interessantes se seguir essas dicas! Já vamos chegar lá…

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Durante a faculdade de design, lembro que em uma das primeiras aulas, nossa professora havia indicado na bibliografia o livro “Design para quem não é designer”. Então fui até a biblioteca buscar o exemplar, escrito por Robin Williams e publicado em 1995 no Brasil, pela Editora Callis.

Devo admitir que achei o livro “feio”. Não era moderno, não tinha ilustrações coloridas e eu me perguntei por que esse livro estava na bibliografia de futuros designers.

O veredicto é que o livro não tem a pretensão de formar designers, mas ele é muito didático e recheado de exemplos para ajudar qualquer leigo a entender um pouco de diagramação.

Ok, mas eu preciso ler o livro?

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Não! Porque eu vou fazer um compilado das melhores dicas de design juntando informações do livro, que guardo até hoje, e minha experiência profissional de mais de 10 anos. Então vamos lá!

Dica 01 – Proximidade

Sabe aquela sensação de que você só pegou toda informação e jogou no papel, sem estrutura nenhuma? Isso normalmente acontece por falta de proximidade. Uma das regras básicas de diagramação é agrupar elementos relacionados. A proximidade indica relação, e faz com que qualquer layout pareça mais organizado.

Alguns exemplos comuns de aproximação são o agrupamento de títulos e subtítulos, criação de listas e blocos com informações relacionadas. O melhor amigo da proximidade são os espaços em branco – não tenha medo deles! Grupos de informação precisam de espaço uns dos outros, para que a leitura visual seja mais agradável.

Mas cuidado!

Evite deixar quantidades iguais de espaços em branco entre todos os elementos, pois isso também pode causar confusão na hierarquia de informações. Sempre pense no que é mais ou menos importante. E, é claro, não agrupe elementos que não estejam relacionados.

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Dica 02 – Alinhamento

Esse princípio obriga a pessoa a ser consistente e não apenas “jogar” os elementos na página onde houver espaço. Nossos olhos tem o hábito de criar linhas invisíveis, por isso temos uma sensação de desconforto quando algo não está alinhado. Aí, a dica é usar grids e linhas na edição para auxiliar no alinhamento dos elementos.

Normalmente, quem não tem muita segurança para criar layouts opta pelo alinhamento a esquerda ou centralizado. Porém, o layout ficará muito mais interessante e profissional quando você conseguir alinhar os elementos de maneira diferente. É possível usar inclusive mais de um tipo de alinhamento na mesma peça, mas se você não se sente confiante, keep it simple!

A dica é testar sempre. Separamos um exemplo abaixo com alguns tipos de alinhamento diferentes, para você conferir as diferenças:

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Dica 03 – Repetição

Já pensou em escolher um elemento chave que unifique seu material? Repeti-lo ao longo da diagramação cria uma aparência coesa e unifica os elementos do design. É possível conferir essa regra com facilidade no design editorial. Normalmente revistas possuem uma linha ou um detalhe gráfico que se repete em todas as páginas.

Materiais de identidade visual como papelaria também se utilizam desta técnica, tendo elementos que se repetem em toda comunicação. O cuidado que você deve ter com essa regra é para não exagerar. A máxima “menos é mais” ainda se aplica, e se você repetir demais o mesmo elemento irá causar desconforto visual.

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Dica 04 – Contraste

Essa é uma das regras mais aplicadas, até por quem nunca ouviu falar de design. O contraste gera um atrativo visual e cria destaques no material. Ele também tem a ver com a organização, já que identifica os pontos principais da peça. Normalmente, títulos e imagens importantes devem ganhar destaque (contraste) na peça.

O contraste gera um ponto crítico que atrai o olhar do leitor. Se o destaque estiver no fim da página, é possível que o leitor comece a ver a peça a partir daquele elemento, que chama mais a atenção. O contraste deve ser forte, por isso não seja tímido! Alguns exemplos comuns são as fontes grossas em contraste com as mais finas ou traços finos x grossos.

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Dica 05 – Tipografia

Eu poderia escrever todo um artigo só sobre o uso de tipografia, mas vou tentar ser objetiva! Existem diversos estilos de tipografia, que evocam diferentes sentimentos. Você pode utilizar um estilo para destaques e outro para o texto em si. Esse é um artificio muito comum e que gera um efeito ótimo de contraste.

Contudo, evite usar muitos estilos diferentes em um mesmo material. A dica para quem está começando é usar dois estilos, um para destaques e outro para o texto mais extenso. Quando você tenta dar destaque para tudo, seja com cores, tamanhos ou estilos de fonte, normalmente você acaba com um layout pesado e confuso.

Lembre-se também que fontes sem serifa são melhores para textos longos, pois elas têm uma leitura melhor do que as fontes decorativas, de caligrafia ou serifadas. Para finalizar, outra dica que você pode usar é trabalhar com pesos diferentes nas fontes, como bold e regular, pois eles dão dinamismo à leitura.

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Para começar a brincadeira de ser designer essas são as dicas mais básicas e iniciais. Achou difícil? Então entre em contato com a gente para fazer um orçamento e deixe os seus materiais mais profissionais sem ter que quebrar a cabeça com todas essas regras 😉

Sobre o autor

Anne Mello

Diretora de Arte, trabalha na Woop há 5 anos e é apaixonada por gatos, feeds, design e marketing digital.

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