O RD Summit é uma bolha. E você precisa estar nela

Você sabe o que é impacto? É participar de um evento com cerca de 8 mil pessoas do país inteiro e sentir que você sempre esteve na primeira cadeira de cada palestra. Isso é impacto. Isso é o RD Summit.

Branding, Gestão e Estratégia, Atendimento ao cliente, Tecnologia, Marketing, Conteúdo e Desenvolvimento Pessoal são os principais temas abordados por mais de 150 palestrantes nacionais e internacionais.

É uma bolha prestes a explodir com a avalanche de insights e conteúdos gerados por segundo. E você fica ali tentando assimilar tudo e contar para todo mundo!

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E claro, existem as sessões principais, as palestras gerais que não concorrem com paralelas e reúnem especialistas de maior relevância na plenária principal, com transmissão simultânea para outras salas. Se você não conseguiu um lugarzinho na plenária, corre para assistir em vídeo!

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Tá, legal, mas e o aprendizado do RD Summit?

Amigo, eu poderia ficar aqui falando, falando, falando horas e horas, mas ok, não posso porque já usei 286 palavras até aqui <3 Então vamos à realidade pautada exclusivamente pelo MEU ponto de vista, de redatora de marketing digital da Woop. Pelo que eu vi, ouvi, interpretei e salvei na pastinha da minha memória.

Branding

Antes de falar de marketing digital, é preciso falar de branding. Isso mesmo. A construção de uma marca e como ela se relaciona com o seus stakeholders. Cada vez mais as pessoas (aka consumidores), estão em busca de marcas com propósito e transparência.

Elas buscam marcas que ofereçam experiências e não apenas produtos. E aí vem a comprovação deste movimento: 73% dos millenials estão dispostos a pagar mais por marcas sustentáveis e com propósito social. E cerca de 81% quer ver nas redes sociais o esforço das empresas com o impacto social.

Lembro da frase marcante da Carolina de Andrade, da Social Good Brasil: “O futuro do lucro é o impacto”. As pessoas querem investir o seu dinheiro em algo que gere resultados, como apoiar uma causa ou contribuir com o meio ambiente, por exemplo.

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A Ana Couto, fundadora de uma das primeiras empresas de branding no país destacou a transformação das empresas e consumidores, com a pesquisa TIP – Transparência, Inspiração e Propósito, realizada em parceria com a Officina Sophia, para entender o novo papel das marcas na nossa sociedade.

Segundo a pesquisa, o branding pode ser categorizado em três ondas. A primeira, a #onda1 pode ser definida pelas marcas que estão focadas em apenas vender/comprar produto/serviço, como os segmentos de varejo e telecomunicação. Já a #onda2 são marcas que possuem relacionamento pautados pela relevância e fidelização, como varejo –novamente- e tecnologia. E finalmente a #onda3, são as marcas que priorizam seu propósito e o engajamento com o consumidor.

Essa percepção reflete tanto na conexão com os consumidores quanto no valor de mercado de uma marca, com benefícios tangíveis (qualitativos) e econômico (quantitativos).

Para Ana Couto, uma marca deve ser baseada em 4 pilares:

#1 Propósito
#2 Icônico
#3 Inclusiva
#4 Responsiva

Bônus: Conheça o case da AP Property Development, uma construtora tailandesa que criou uma campanha baseada nos pilares acima:

Veja a seguir um recorte dos três tipos de ondas e seus significados, segmento de mercado e associação às ondas:

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Fonte: Pesquisa TIP/Ana Couto Branding
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Fonte: Pesquisa TIP/Ana Couto Branding

E a sua empresa, tem um propósito claro? Ela é tão transparente para os seus consumidores a ponto de entenderem o que você faz e o que não faz?

P.S: Falar que faz é BEM diferente de fazer. Não adianta nada ter uma apresentação bem bonitinha com missão, visão e valores se a sua marca não os pratica. Os consumidores estão cada vez mais críticos e exigentes. Portanto, se a sua marca está no caminho oposto, mude –de verdade- enquanto é tempo!

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Criatividade

Passei das 800 palavras, prometo que vou ser criativa e resumir tudo isso <3

Okay, todo mundo sabe que criatividade é essencial na vida. Mas o que você faz para ser mais criativo? Martin Spiner, engenheiro da Netflix, explicou que o seu principal serviço é a criatividade. Ele – e a equipe inteira- possuem total autonomia (inclusive financeira) para criar e desenvolver novos projetos a qualquer momento. Mas, para isso ir adiante, é necessária criatividade.

Para Martha Gabriel, consultora e especialista em marketing digital, inovação e educação, a criatividade é essencial ao ser humano. No entanto, é preciso estimular a criação de novos neurônios diariamente, para você se tornar, digamos, mais criativo.

Por exemplo, foque no que realmente importa e pare de tomar decisões de assuntos que não são tão importantes assim. E para ocupar esse tempo “livre”, procure aprender um novo idioma, praticar esportes, meditação, tocar algum instrumento musical, durma 8 horas por dia e evite o café após às 15h.

Alguma novidade até então? Pois é, esse é o ponto. Embora a ciência comprove o que nos faz bem, nós insistimos em não praticar. Mas buscamos inspiração em pessoas de sucesso que praticam isso todos os dias, confuso, não?

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Conteúdo

“No more content.
More relevant content.”

A tendência é criar conteúdo relevante de verdade. Tanto que foram vários palestrantes que reforçaram essa ideia. Aquelas receitas de bolo usadas até hoje não servem mais para o consumidor contemporâneo. Contar histórias inspiradoras e relevantes são essenciais para as marcas que buscam posicionamento e engajamento do seu público.

Foque na empatia, inspire e seja útil para os seus consumidores. E claro, seja verdadeiro. Você pode tocar na dor, como também pode oferecer informação útil, inteligente e encantadora. Porque é isso que eles buscam. E você pode oferecer. Portanto, saber ouvir e conversar com o seu público é o segredo do sucesso.

As ferramentas de insights e análises de dados estão aí para isso. Use-as sempre e aproveite elas o máximo possível para enriquecer seu conteúdo e ter novas ideias.

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A diversidade de gênero também é um assunto pertinente e extremamente necessário nas corporações. As pessoas não aceitam mais conteúdo que estimule o preconceito e a falta de respeito.

Explore e estimule a diversidade cultural tanto dentro da sua empresa e na comunicação como um todo. Repense o modo de fazer humor também, todos estão cansados de piadas com teor reducionista, seja de gênero ou raça ou qualquer que seja. E claro, se errou, peça desculpas, sempre!

Impacto

Que marca não quer causar impacto para o seu público? BANG! Agora, como fazer isso? #ajudaluciano

Se você acessou as redes sociais nos últimos 5 anos, já deu de cara com algum influenciador digital fazendo merchan para alguma marca ou produto. Essa tendência cresceu e hoje se tornou um mercado gigante de influenciadores digitais prontos para endossar a sua marca.

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Para Liliane Ferrari, especialista e consultora no tema, os influenciadores são pessoas-mídia, que podem contribuir com um aumento de 3 a 10 vezes mais conversões para empresas.

Existem diversos tipos e nichos que podem ser explorados, de geração de conteúdo, alcance e engajamento. Tudo depende do objetivo da marca e do perfil do influenciador escolhido. Portanto, a melhor maneira de fazer a seleção é definindo a estratégia e consultar um especialista.

Além disso, criar impacto também pode ser traduzido em mídia paga. Google Adwords e Facebook Ads são essenciais para que a sua empresa chegue até o seu público, além de outras plataformas de anúncios. Invista seu dinheiro na estratégia correta.

Segmente, faça testes, segmente novamente e revise suas estratégias digitais. Use o seu melhor conteúdo para links patrocinados e meça diariamente. Foque na conversão e análise das métricas de vendas e não de vaidade.

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A evolução da inteligência artificial foi muito bem pontuada por Avinash. Ela já está tão presente no seu dia a dia, como em aplicativos de smartphones ou assistentes virtuais. Mas elas podem ir além. Na Califórnia, por exemplo, toda a plantação de alface de uma região é feita somente com o uso de A.I.

Assim, é possível controlar toda a área de plantio, redução a zero do desperdício e qualidade do produto. Sem a ação do homem. Isso é apenas um dos exemplos que estão fazendo a diferença nas empresas.

Outra tendência é o uso dos bots, robôs para atendimento ao cliente, muito usados nas mídias sociais. Eles são capazes de conversar com humanos com maestria e a previsão é que sejam cada vez mais comuns.

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Sobre o autor

Bianca Bittelbrunn

Redatora, planner e curiosa por natureza. Ela é tão fofa que nem anda, ela flutua.

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